quarta-feira, junho 17

O caso da batata.

Era por volta das 7 da noite. Porem, o parque era muito mal iluminado, fazendo parecer que já eram mais de 10 horas. Eu tava sentada numa pedra junto com meu discípulo, observando o ambiente. Haviam 2 putas bebadas de barriga de fora encostadas no pau da cama elástica. Um gay tomava o quentao da 'vovó Fia' sentado numa cadeira perto do pipoqueiro; dois cachorros sarnentos brincavam numa pequena poça de lama; um gordo coçava a bunda; uma velha arrastava seu filho pela orelha pra fora do parque, enquanto os brinquedos funcionavam normalmente (ainda que por milagre, considerando o nível das instalações e todas as ferrugens).
Apesar disso, todos pareciam felizes, ou pelo menos eu julgava que sim. De repente, uma onda de calor pairou sobre o lugar; o vento parou de soprar e a sensação foi de que algo se aproximava mais e mais a cada instante. Eis que, num piscar de olhos, uma batata gigante e raivosa apareceu do nada, pisando nas putas bêbadas e arrancando os brinquedos do parque com uma das mãos, enquanto que com a outra mão coçava a bunda do gordo. Algumas pessoas corriam enquanto outras ensanguentadas rastejavam pelo chão implorando socorro. O gay derrubou seu quentão no pinto e começou a bater no pipoqueiro; os cachorros começaram a trepar na perna da batata gigante e raivosa. A 'vovó fia' aproveitou pra tomar uns goles de quentao e roubar o chapéu de um cowboy que tentava trepar em um dos cachorros. Meu discípulo via tranquilamente um episódio de Naruto no notebook. Mas eu, estranhamente, por alguma razão misteriosa, ainda não tinha desviado a atençao daquele gordinho que vomitava atrás da barca..

2 comentários:

  1. Sim, eu li!
    E fiquei curioso com o cara da barca, oq ele tinha de especia, pra lhe prender a atenção?

    Um bom blog, parabéns!

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  2. aí, eu misturei tudo no liquidificador, e tomei com gasolina. mas o quentão me deu aquela hemorróida, que enfiei logo pra dentro com o consolo de pau da minha avó.

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